
Como nasceu Terra Vermelha
A génese de um romance que começou com uma pergunta simples: e se o forno pudesse falar?
Brevemente
«Num forno antigo de uma fábrica de vidros em ruínas, um cadáver espera há mais de sessenta anos pela verdade.»
Novo romance policial de Carlos Alberto Gregório Barros
Um romance que começa onde o silêncio termina. Dentro de um velho forno de uma fábrica de vidros abandonada, um corpo espera há décadas. A sua descoberta vai rasgar o véu sobre um passado de fome, repressão política e luta operária que a Marinha Grande dos anos 40 tentou esquecer.
Terra Vermelha é uma investigação policial que atravessa gerações, onde a memória dos operários vidreiros se funde com o mistério de uma morte silenciada. Um livro sobre verdade, justiça e as cinzas que nunca se apagam por completo.

Durante décadas, uma antiga fábrica de vidros permaneceu em ruínas. Mas há silêncios que não apodrecem: endurecem, como vidro arrefecido à pressa.
Quando um cadáver é descoberto dentro de um velho forno, o presente é obrigado a escutar aquilo que o passado tentou calar. A investigação começa — e com ela, a memória de um povo inteiro regressa das cinzas.
Encontrado dentro de um forno selado, com marcas que o tempo não conseguiu apagar.
Uma estrutura de tijolo e ferro que aqueceu vidro durante décadas — e guardou um corpo durante ainda mais.
Uma ruína industrial que foi um dia o coração económico e social de toda uma região.
Homens e mulheres que deram o corpo ao trabalho — e cujas histórias ficaram presas no vidro e no silêncio.
Nos anos 40, a fome não era metáfora. Era a companheira diária de quem fundia vidro para sobreviver.
Olhos que vigiavam, mãos que silenciavam. O Estado Novo não tolerava perguntas.
Um detective contemporâneo forçado a mergulhar num passado que ninguém quer recordar.
Camadas de segredo, mentira e medo. A verdade está lá — mas desenterrá-la tem um preço.
Na Marinha Grande dos anos 40, a indústria do vidro era mais do que uma atividade económica — era a própria carne e osso de uma comunidade inteira. Os fornos ardiam dia e noite, alimentados por mãos calejadas de homens que respiravam sílica e suportavam temperaturas que derretiam a areia em luz transparente.
Mas a beleza do vidro escondia a dureza da vida. A fome rondava as casas. Os salários mal cobriam o pão. E quando as vozes se erguiam a pedir justiça, a PIDE respondia com silêncio forçado, prisões e medo. Os operários vidreiros aprenderam a calar — mas nunca a esquecer.
É dessa memória coletiva, desse fogo que arde por baixo da terra, que nasce Terra Vermelha.
Quando os restos de um corpo são descobertos dentro de um forno selado numa fábrica de vidros abandonada na Marinha Grande, a polícia trata-o como mais um caso arquivado pelo tempo. Mas o inspector que assume a investigação depressa percebe que há quem não queira que aquele passado seja desenterrado.
À medida que puxa os fios da trama, a investigação recua até aos anos 40 — uma época de fome, repúscula e medo, em que os operários vidreiros viviam entre o calor infernal dos fornos e a violência fria do Estado Novo.
O Forno
A Fábrica
O Vidro
A Terra
O Corredor
O Jornal
A Ficha
O Pinhal
O Caminho
A Sombra«Durante mais de sessenta anos, o forno guardou o segredo.»
Terra Vermelha
«Há verdades que não ardem. Apenas esperam.»
Terra Vermelha
«O passado não morreu. Ficou apenas coberto de pó vermelho.»
Terra Vermelha
«Na terra dos vidreiros, até o silêncio corta como vidro.»
Terra Vermelha
Romance Policial
Carlos Alberto Gregório Barros
Preço provisório
€16,90
Portes incluídos para Portugal continental
Foto do autor
(a adicionar)
Carlos Alberto Gregório Barros é escritor, professor voluntário e um apaixonado pela palavra escrita. Natural de Portugal, dedicou grande parte da sua vida ao ensino e à partilha de conhecimento, acreditando que a educação transforma vidas.
Além da escrita, cultiva uma paixão profunda pela fotografia, pelo vídeo e pelas novas tecnologias — ferramentas que vê como extensões naturais da criatividade humana. Para Carlos Alberto, contar histórias é uma necessidade tão vital como respirar.
Terra Vermelha representa a convergência dessas paixões: um romance que nasce da investigação histórica, da observação atenta do real e de uma imaginação que não aceita que o passado seja esquecido.

A génese de um romance que começou com uma pergunta simples: e se o forno pudesse falar?
Brevemente
A relação íntima entre a matéria-prima da indústria vidreira e as metáforas do romance.
Brevemente
Como a história coletiva dos vidreiros da Marinha Grande se tornou a espinha dorsal de uma investigação criminal.
BrevementeNão deixe que espere mais.
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